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Sábado, Janeiro 29, 2005
Domingo, Janeiro 16, 2005
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Era só o que me faltava: cortaram a internet lá no trabalho. Na verdade, não cortaram completamente, cortaram apenas os sites como yahoo e hotmail. Ou seja, acabaram com o meu programinha de horário de almoço... Né lasca? Passei o resto da semana levando walkman pra me distrair. Sou capaz de pedir aumento de salário, já que o consumo de pilha vai aumentar muito.
A tal garota do sistema esta semana não me incomodou, ainda bem. Tive algum aumento de serviços e caí em outro projeto, pois tem um que é mais urgente e todos os funcionários e terceiros foram convocados a parar o que estavam fazendo pra concluir esse, que deve ficar pronto em fevereiro. Mas segundo a líder do meu primeiro projeto, a nossa parte deve ficar pronta até dia 28 de janeiro. Menos mal. Mas também significa que vou ficar mais tempo com eles e isso não me agrada nem um pouco.
Sabe quando você não se sente você? Está completamente deslocada e não tem lugar no mundo que te deixe bem? No trabalho, um bando de chatos que fizeram com que eu ficasse na minha, já que não posso ser eu. Pra eu ser eu lá, eles ficam falando, então fico na minha. Chego em casa, também não me sinto à vontade. Estou em casa mas nem parece que estou, pois não fico à vontade. Eu fico muito mais à vontade na casa dos outros do que na minha própria casa. Vocês têm essa sensação? E o motivo que fez minha irmã fugir de casa foi justamente esse: não se sentir em casa.
Voltando ao trabalho... Esta semana o grande chefão falou comigo, todos os dias. Ele não falava. Balançava só a cebça como quem diz "bom dia", quando ele fazia isso. Essa semana, ele falou mesmo "bom dia", "opa! tudo bem?". E sexta feira até brincou, quando me ofereceu biscoito e eu recusei e ele disse que eu não precisava ficar tímida. Comentei isso com um amigo meu que trabalha lá e ele disse que isso é uma boa coisa.
Outra, o pessoal lá do trabalho vai mudar de prédio. Estamos temporariamente num local e vamos nos mudar pra um definitivo. Dizem que não há espaço para os terceiros e que nós, terceiros, vamos ficar alocados na própria cooperativa. Ísso é ótimo, pois me livro dos chatos, o horário fica mais flexível, bastando eu dar as 8h diárias e posso ir trabalhar mais a vontade, sem ser toda engomadinha, posso ir de jeans todos os dias. O ruim é que não vou ter mais aula de ginástica laboral e a cooperativa fica no meio do nada. O único restaurante que tem ali perto, fica uns 15 minutos a pé.
Estou tentando olhar só o lado bom: vou caminhar antes e depois do almoço (debaixo do sol, é verdade) mas poderei fazer uma hora só de almoço, sair às 17horas e ir andar na praia, já que fica mais ou menos perto dela (uns 2km). Aí ando pela orla até um local onde eu tenha mais possibilidades de ônibus (pra cooperativa, só tenho 2 ônibus pra ir e 3 pra voltar). Bom que paro de engordar, pois já voltei pra casa dos 70Km (a nutricionista não queria que eu passasse de 69 e cheguei aos 71). Vamos ver...
Como diria a música, Que será, será. Celui qui soit!
postado por: Claudia Draper 5:37 PM
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Domingo, Janeiro 09, 2005
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Esta semana teve o aniversário de uma pessoa lá do trabalho e como eu estava determinada, não iria comer o bolo. Só que a talzinha que achou que eu tivesse gritado com ela pela maldita torta, levou pra mim um pedaço. Até fiquei tocada por 2 segundos, mas aí ela disparou um Por que não fosse pegar? Você sempre ataca a torta...
Peraí... Ataco??
Acabei indo parar no banheiro, pra chorar de raiva. E que raiva!!!
Pra completar, uma outra fresca lá, que sempre fala baixo, quando veio fazer umas perguntas sobre um sistema, fez em voz alta, já que na visão dela eu havia feito errado.
Explico: comecei a ajudar um analista num programa que ele tava todo enrolado pra fazer. Só que a fresca também precisava mexer nele, porque o programa ia servir pra um dos clientes da equipe dela, daí o analista sugeriu ela fazer uma cópia do sistema e mexer com a cópia. Foi aí que a merda começou.
Enquanto eu e o analista tirávamos os erros e arrumávamos aquela joça, ela ia alterando outras coisas, inclusive em toda a lógica do programa. Quando terminamos (eu e o analista) todas as mudanças do sistema, ficamos sabendo pela líder do projeto que o programa que iria rodar era o da fresca, já que era mais rápido que o nosso. Foi o primeiro puxão de tapete. Custava ela ter falado com a gente primeiro pra dizer que tinha alterado a lógica e que a dela estava mais rápida?
Daí fui orientada a pegar os dois programas - o nosso e o da fresca - e fazer um mix dos dois, uma vez que alteramos muitas coisas e descobrimos que alguns dados estavam sendo jogados pros campos errados e a fresca, por sua vez, não havia atualizado algumas dessas mudanças. Trabalho terminado, usando boa parte da lógica dela e um restinho da nossa, consegui fazer com que o nosso ainda ficasse mais rápido que o dela.
Foi quando ela começou a me perguntar porque eu não usei a lógica dela toda. E não adiantava eu dizer, por mais que eu explicasse que havíamos alterados campos e que ela não havia alterado, yada yada yada, ela perguntava alto mas o meu ainda não estava terminado! eu disse isso! se o meu estava certo, por que não fez pelo meu?
O analista a quem ajudei está de férias e antes dele entrar de férias, ele foi bem claro em dizer que era pra fresca alterar apartir daquele momento, o mix que eu havia feito e esquecesse o dela e o que a gente tinha feito. E não é que ela está alterando o dela? Ela não está mexendo no mix. Quando esse cara chegar vai dar um bode...
Eu só queria que a merda desse projeto fosse logo terminado e que a prestadora de serviços me jogasse pra outra empresa. Ô POVO CHATO!!! Nunca vi tanta gente chata, falsa, interesseira e destruidora reunida num mesmo local.
Tá certo, eu sei que isso existe em qualquer empresa, tinha desse povinho nos outros lugares onde trabalhei, inclusive o contrato com o último local que trabalhei não foi renovado graças a uma alma sebosa dessas. Mas ali é incrível 26 pessoas trabalhando e umas 8 ou 9 são assim. Mas 8 ou 9 que valem por 20. Nunca vi tanta maldade reunida em tão pouca gente.
Pra completar - o que causou revolta em outro prestador de serviços - teve inscrição pra contratação de novos funcionários e não avisaram a gente. As duas últimas semanas houve entrevistas com os candidatos às vagas. Poxa meu, em qualquer lugar, os que já estão lá têm prioridade, por já conhecerem o esquema, por serem mais antigos e praticamente da casa e ninguém avisa a gente?
Eles estão esquecendo que a empresa foi comprado por uma empresa de SP e as operações irão todas pra lá e provavelmente as operações daqui serão encerradas e todos estarão no mesmo barco: desemprego. Amanhã, essas mesmas pessoas que pisam na gente por ter cargo mais alto, podem estar abaixo da gente. E aí? Como vai ser?
Num francês bem errado, rien n'aiment un jour derrière des autres et une nuit au milieu, ou nada como um dia atrás do outro e uma noite no meio.
C'est la vie...
postado por: Claudia Draper 4:49 PM
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Domingo, Janeiro 02, 2005
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Feliz ano novo!!(?)
Passei o Natal bem, obrigada. Fui com minha mãe até à casa da minha tia (que mora na praia) pra passarmos o Natal lá. No domingo 26 retornei porque tinha que trabalhar segunda. Mas retornei no dia 31 pra romper o ano lá.
No dia de Natal, minha mãe falou que dava o meu presente depois, pois tinha esquecido em casa. Até aí tudo bem. Só que quando cheguei lá de novo no dia 31, ela falou que achava que tinha esquecido-o em casa mas que achou no fundo da mala e me entregou. Quando eu abro, a decepção: um celular.
Aí você me pergunta: mas Cau, um celular é um presente ruim? E eu respondo: em se tratando de minha mãe, sim. Controladora do jeito que ela é, vai fiar ligando o tempo todo pra saber onde estou, com quem estou e que horas eu volto. Ela fala que papai não precisa saber do celular, pra ele não ficar ligando pra mim o tempo todo. Oras, às vezes que saí com o celular de minha mãe, ele não ligou ou só ligou apenas uma vez. Detalhe: tem uns 8 anos ou mais que papai fala em me dar um celular de presente, mas eu disse a ele não compre, que eu não vou usar. Ele respeitou minha vontade e nunca comprou, apesar de insistir sempre.
Minha mãe, pelo contrário, liga (e torra minha paciência) várias vezes. E quando não saio com o celular dela, liga pro celular de quem estiver comigo - mesmo quando esse alguém é um namorado. E acha que não é nada de mais, ligar pra filha com - na época - quase 30 anos, só porque ela está só com o namorado. Depois fica em dúvida se foi ou não foi as ligações para o celular do namorado que espantou ele.
Ela ainda tentou me animar, comprando uma caixa com chocolate de Gramado que ela achou no shopping de lá. Amenizou, mas não foi o suficiente até porque na caixa só tinham 10 chocolates, precisaria de no mínimo 30 pra me deixar com um leve sorriso (não dá pra ficar feliz não).
Ela usou o argumento de que eu poderia precisar ligar e não ter orelhão por perto, então é bom ter um celular, só pra ligar nessas ocasiões. Mas o argumento que ela usou para os meus primos é que às vezes eu saio com os amigos, como na última vez que fui pra confraternização, e é sempre bom ter um celular, pra que ela ligasse e saber se tá tudo bem comigo. Eu agüento?? Ela não sabe que notícia ruim, chega logo??
E ela foi tão esperta, que registrou o celular no nome dela e habilitou, pois ela sabe que eu seria capaz de não habilitar a linha, vender o celular e gastar o dinheiro com outra coisa. Ela disse que quando eu não tivesse com o celular, ela ficaria com ele. Traduzindo, não vou dar o meu suposto número a ninguém, porque ela vai viver com o celular, uma vez que eu alertei há tempos que não comprassem celular pois eu não usaria. E digo mais: no dia que eu sair com ele - se esse dia chegar - ficará desligado, caso eu precise ligar, eu ligo o aparelho, faço a ligação e desligo logo em seguida. E já disse à ela que ele iria viver desligado. A cara que ela fez não foi muito boa. Paciência! Não mandei dar algo que eu não queria.
Posso ser bem sincera? Preferia ficar sem presente. Não tentem entender o lado dela e nem me explicar as vantagens do celular. O celular é apenas um meio para tentar me controlar. Nada mais que isso. Se ela tivesse feito um implante de um chip de localização no meu corpo quando eu era pequena, ela jamais me daria um celular. É sério!
Bom, vou terminando aqui desejando à todos vocês um maravilhoso 2005, pois o meu já começou com o pé esquerdo (já estou prevendo brigas homéricas por conta desta bosta de celular).
Salut!
postado por: Claudia Draper 9:12 PM
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Perfil:
Cognome: Claudia Draper Sim, baseado na personagem de filme homônimo
Idade: 30
Signo: Gêmeos
Estado Civil: Solteira
Estado de Humor: Sempre estressada
Profissão: Programadora e Analista de Sistemas
Hobbies: Fotografar e viajar

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